- Nº 2085 (2013/11/14)

Palestinianos <br> lembram Arafat

Internacional

Milhares de palestinianos saíram segunda-feira, 11, às ruas das principais cidades da Cisjordânia no dia em que se assinalaram nove anos sobre o desaparecimento de Yasser Arafat. Em Ramallah, Nablus, Jénin ou Hebrón (onde se registaram distúrbios com militares israelitas), os manifestantes reclamaram o apuramento das causas e responsabilidades sobre a morte do histórico líder da resistência palestiniana.

Recentemente, estudos científicos elaborados por peritos russos e suíços afirmam que Arafat foi envenenado com Polónio 210. Uma quantidade daquela substância 18 vezes superior ao normal foi encontrada nos restos mortais do ex-presidente da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP). O Instituto de Radiofísica Aplicada, sediado em Lausana, afirma que as análises químicas indicam uma probabilidade de assassinato de 83 por cento.

Entretanto, a ANP nomeou uma comissão de investigação e aponta o Estado de Israel como o principal suspeito do homicídio.

Yasser Arafat morreu em 2004 num hospital militar em Paris, para onde foi transportado depois de semanas de agonia e cerca de três anos de isolamento forçado em Ramallah, imposto pelas autoridades sionistas.